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Um dos maiores enólogos portugueses, Luis Pato é conhecido como “o revolucionário da Bairrada”. Seus fantásticos vinhos estão entre os melhores e mais premiados de Portugal.
Luis Pato é uma verdadeira lenda do vinho português. Muito antes da grande evolução de qualidade que aconteceu em Portugal nos últimos anos, Luis Pato já produzia alguns dos melhores e mais finos vinhos do país, merecedores de um enorme reconhecimento internacional. Ele é conhecido como “o revolucionário da Bairrada”, pois com suas inovações técnicas e sua genialidade como enólogo, conseguiu domesticar a casta Baga — que até então dava apenas vinhos muito tânicos, ácidos, rústicos e desinteressantes — e passou a produzir tintos de muita elegância, estrutura e complexidade, já na década de 1980.
Luis Pato recebeu nada menos que 8 vezes o título de “Produtor do Ano” pela revista Wine&Spirits. Recebe sempre as maiores notas, prêmios e elogios da imprensa especializada, tanto portuguesa quanto internacional. Jancis Robinson, por exemplo, é admiradora confessa de seus vinhos, e o qualifica de “visionário”. Com seus vinhos de grande personalidade, Pato é um dos maiores produtores portugueses da atualidade. Sua reputação transcende a própria região da Bairrada, como atesta Jancis, que afirma que os tintos de Luis Pato são páreos para ótimos Bordeaux.
Décadas atrás, Pato conseguiu criar grandes vinhos a partir de uma casta que, até então, só dava vinhos rústicos e excessivamente tânicos. Para domesticar a Baga, decidiu fermentá-la com controle de temperatura e sem os engaços — que davam taninos rudes e vulgares — buscando maior elegância e complexidade. Introduziu também as barricas de carvalho francesas, a poda verde e um trabalho cuidadoso nos vinhedos. Foi assim que produziu vinhos únicos e de grande personalidade, sempre com muita estrutura.
A exemplo da Borgonha, Luis passou a buscar e valorizar as características particulares do terroir da Bairrada, criando fantásticos e raros “Bairrada de vinhedo”, cada um com sua personalidade própria, sempre classificados entre os melhores vinhos do país. A produção destes vinhos é tão pequena que alguns, como o Vinha Barrosa, só são vendidos “en primeur” em Portugal. A produção, de pouco mais de 250 caixas para todo o mundo, é mais de 100 vezes menor que a de um vinho como Château Latour. |
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