Château de Cayx

Projeto pessoal do príncipe da Dinamarca, o Château de Cayx é a sua homenagem ao bom vinho e à boa mesa. Localizado no coração de Cahors, berço da uva Malbec, o Château Cayx conta com apenas 21 hectares de vinhedos históricos e impecavelmente cuidados.

A produção não passa de 12 mil caixas por ano e, até dois anos atrás, destinava-se apenas ao consumo da família real e seus convidados. Agora, que uma pequena quantidade está disponível aos amantes do Malbec francês, as novas safras se esgotam assim que são lançadas.

O requintado Cuvée Majesté é uma verdadeira raridade, disponível para pouquíssimos países. O Château de Cayx é um Malbec complexo, com notas de frutas vermelhas e especiarias. Já o Le Malbec de Cayx é produzido a partir de um vinhedo único de solo calcário, esbanjando notas de frutas silvestres.

No século XVIII, o castelo de Cayx tornou-se famoso por pertencer ao autor e dramaturgo marquês Jean-Jacques Lefranc de Pompignan que, embora fosse membro da Académie Française, é mais lembrado por suas disputas com Voltaire do que por suas conquistas literárias.

Em 1974, a rainha Margrethe e o Príncipe Consorte da Dinamarca, Henri Laborde de Monpezat compraram o Château de Cayx e passaram a empreender importantes obras de renovação na propriedade. Nativo da região, entusiasta e amante da arte, o Príncipe reconstituiu, pacientemente ao longo dos anos, um autêntico exemplo de patrimônio arquitetônico.

Durante os séculos, o local que inicialmente era chamado de Caïx, foi chamado de diferentes maneiras, como Caysse, Cays e Cais. Foi também o príncipe Henri quem escolheu a grafia atual, pela pronúncia mais utilizada e grafia mais plausível.

Os vinhedos são plantados principalmente com Malbec (80%). Rico em matéria corante e taninos, este varietal deve constituir, pelo menos, 70% da mistura de vinhos de Cahors e explica a sua profunda tanicidade e equilíbrio. Duas outras uvas - Merlot e Tannat - que tradicionalmente compõem vinhos Cahors também são plantadas em Cayx, em quantidade muito menor.

Em busca de qualidade e excelência, o trabalho da vinha é realizado com especial cuidado: os tratamentos prestados ao solo respeitam sua ecologia e o ambiente. As ervas daninhas entre fileiras favorecem a expressão do terroir através das videiras e os rendimentos são rigorosamente controlados, com poda de Guyot, suprimindo os brotos da videira e, se necessário, a poda verde para manter rendimentos abaixo de 50 hl/ha.