Clos de Tart

Um dos maiores ícones entre os Grands Crus da Borgonha, o célebre Clos de Tart é um dos seis únicos Grands Crus monopole — denominação que pertence inteiramente a um único produtor, que detém exclusividade sobre este terroir particular. A fama deste lendário vinhedo remonta ao século XII e a propriedade mudou de mãos apenas três vezes desde a Idade Média, passando pela família Marey-Monge — que era proprietária de todos os vinhedos de Romanée St Vivant — antes de ser adquirida pela família Mommessin, atual proprietária. Cultivados de acordo com princípios biodinâmicos, os vinhedos do Clos de Tart estão localizados em uma colina e são plantados com uma orientação muito particular: norte-sul, ao invés da tradicional leste-oeste. As vinhas possuem em média 60 anos de idade, com parcelas de mais de 100 anos. As parreiras de menos de 25 anos dão origem a um fantástico segundo vinho, o La Forge de Tart. Para a produção do Grand Vin, a combinação de um excelente terroir com vinhas antigas resulta em rendimentos realmente microscópicos, chegando perto de 20Hl/Ha em alguns anos! O solo deste Grand Cru também apresenta os mesmos fósseis de ostras encontrados no Domaine de la Romanée Conti, uma característica muito rara, que confere ao vinho um sofisticado caráter mineral. A vinificação separada de sete micro lotes mostra o perfeccionismo empregado na elaboração deste Grand Cru. O resultado é um vinho que “há longos anos é um dos melhores dentre os melhores Grands Crus da Borgonha”, nas palavras do Master of Wine Clive Coates. Grande clássico, o Clos de Tart é uma verdadeira unanimidade na região, recebendo sempre notas altíssimas de toda imprensa especializada, mesmo nas safras mais difíceis. O vinho da safra de 2009 foi descrito como “espetacular” por Robert Parker, que ficou impressionado por sua “incrível combinação de estrutura e fruta”. O crítico lhe concedeu 95+ pontos, enquanto a Wine Spectator classificou o tinto com 95 pontos.