Jeio

Jeio é um elogiado projeto da família Bisol, produtores de enorme prestígio, instalados há quase 5 séculos — e 21 gerações! — na região demarcada de Prosecco, e proprietários de alguns dos mais privilegiados vinhedos desta zona vêneta conhecida pelos espumantes.

A família tem à sua disposição nada menos que 35 parcelas (em média, de 1 hectare cada) distribuídas pelas íngremes colinas entre Valdobbiadene e Conegliano, a mais nobre área da denominação — incluindo a colina de Cartizze, uma das mais prestigiosas de todo o mundo vinícola.

Esse acervo impressionante permite obter uma matéria-prima exemplar, que dá origem a vinhos espumantes maravilhosos. São todos “vinhos de alto nível”, segundo o Gambero Rosso, uma das mais respeitadas referências da imprensa especializada italiana.

Como entram outras uvas no corte, além da casta Glera, estes espumantes não podem ser chamados de Prosecco, mesmo sendo produzidos apenas com as valorizadas uvas de Valdobbiadene, responsáveis por os colocarem entre alguns dos melhores produtores da Itália.

O nome do projeto presta homenagem a Desiderio Bisol, pai dos atuais proprietários, e se refere ao apelido pelo qual era carinhosamente chamado pela mulher. Após a Primeira Guerra Mundial, Jeio investiu em novas técnicas de cultivo e passou a adquirir vinhedos em colinas íngremes — os mais caros e também os mais difíceis de serem cultivados — para dar origem a espumantes realmente distintos dos demais encontrados no mercado.

Seu excelente Jeio Spumante Cuvée Brut é elaborado com as uvas Chardonnay, Glera e Sauvignon Blanc, apresentando um teor alcoólico de 11,5%. Os espumantes Jeio são produzidos a partir de uvas selecionadas entre as melhores videiras da propriedade, se expressando em vinhos delicados e um bouquet que combina notas frutadas. O Jeio Spumante Cuvée Brut segundo Robert Parker é “repleto de caráter varietal, saboroso e acessível”, enquanto para a Wine Spectator trata-se de “um atraente aperitivo”.

Já o outro espetacular vinho rosé da adega, o Jeio Spumante Cuvée Rosé Brut, é produzido a partir das uvas Pinot Nero e Merlot, expressando o que as variedades apresentam de melhor. Tal exemplar arrematou uma medalha de ouro na nona edição do “Mondial du Rosé”, concurso realizado na França, dentre os 900 vinhos que participaram. Segundo Parker “é um dos poucos exemplares (de Prosecco rosé) que merece atenção”.