A
uva Clairette, cultivada em inúmeras regiões
vinícolas da França, é utilizada na
produção de alguns dos melhores vinhos brancos franceses. Encontrada,
especialmente, em vinhedos do Vale do Rhône e em Languedoc Roussillon, a
Clairette dá origem também a vinhos espumantes frescos e leves, além de vinhos
tranquilos e fáceis de beber.
A
maior parte dos vinhedos cultivados em Languedoc Roussillon encontram-se sob a
AOC Clairette de Die, denominação que antecede os famosos vinhos espumantes de Champagne. Alguns dos vinhos elaborados perante a
AOC Clairette de Die necessitam ter 100% da uva Clairette, enquanto os
produzidos sob as AOCs Coteaux de Die e Crémant de Die podem apresentar
proporções variáveis.
Mais
a oeste da França, a uva Clairette é encontrada na composição de vinhos
tranquilos sob as AOCs Clairette du Laguedoc e Clairette de Bellegarde, sendo,
nesta última denominação, permitida também na produção de bons vinhos secos.
“Clairette”
que em francês significa “clareza”, faz referência a aparência da uva, ou seja,
a variedade possui coloração verde claro. Apesar de ser facilmente encontrada
em regiões vinícolas da França, a uva Clairette é cultivada também na Itália e
em alguns países fora da Europa, incluindo a África do Sul e o Líbano.
Essa
variedade de uva é difícil de ser cultivada, exigindo cuidados e atenção especiais,
tornando-se uma das principais razões para o seu declínio no século XX. Sua
tendência para oxidar rapidamente foi utilizada na elaboração dos vinhos de
mesa, além disso, a Clairette apresenta baixa acidez e teor alcoólico elevado.
Atualmente,
os produtores são capazes de combater tais efeitos com a introdução de modernas
técnicas de cultivo e novos métodos de vinificação. Quando bem elaborados, os vinhos
Clairette são leves e frescos, ricos em sabores e aromas cítricos. Em
vinhos de corte, a variedade aparece ao lado de uvas como a Ugni Blanc, Terret
Blanc e Grenache Blanc, adicionando aos exemplares maior acidez.