Tintos profundos, cheios de fruta, com taninos sedosos, como os celebrados exemplares argentinos e os clássicos franceses de Cahors

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Vinhos com uva Malbec

Malbec: a estrela dos vinhos argentinos

 

A Malbec, uva emblemática da Argentina, chegou ao país na década de 1850 pelas mãos do agrônomo francês Michel Pouget. Catena Zapata, que plantava a casta desde 1902, realizou um grande trabalho nos vinhedos a partir da década de 1990, identificando os melhores clones de Malbec para produção de vinhos de qualidade e usando altitudes elevadas para novas plantações. A partir destes clones, realizou uma longa seleção massal. Isso permitiu que a Argentina passasse a se concentrar em vinhos de qualidade, que pudessem ser exportados.

Tanto o potencial da casta no país quanto a aceitação do mercado internacional (reforçada por avaliações favoráveis de renomados críticos, como Robert Parker) impulsionaram o sucesso dos vinhos argentinos de Malbec em todo o mundo. A demanda continuou a crescer, e a Malbec atualmente é a variedade mais plantada no país.

Conheça mais sobre a uva Malbec abaixo!

 

A origem em Cahors e a expansão para Bordeaux


A Malbec é uma casta antiga nativa de Cahors, no sudoeste da França – originalmente sob o nome Côt –, onde gera vinhos mais tânicos e austeros do que os exemplares argentinos. A partir da região de Cahors, a variedade foi levada para Bordeaux no século XVIII, onde geralmente era utilizada para adicionar cor e corpo aos vinhos mais delicados da região. 

No final do séc. XIX, a Malbec era parcela importante no corte de boa parte dos melhores vinhos de Médoc. Foi na região de Bordeaux que a casta ganhou o nome de Malbec – apesar de até hoje ser chamada por diversos nomes diferentes dependendo da região em que se encontra.

 

O impacto da filoxera nas plantações de Malbec


Poucos anos depois de chegar à Argentina, muitas videiras antigas de Malbec e outras variedades foram dizimadas na Europa pela praga filoxera. Assim, a Malbec diminuiu consideravelmente suas áreas plantadas em Bordeaux – que, no geral, foram trocadas por castas de maior rendimento, como a uva Merlot

Apesar disso, a variedade ainda é permitida nas principais denominações de Bordeaux tinto. Atualmente, as plantações francesas estão concentradas na região de Cahors, onde a Malbec aparece em cortes (juntamente com a Tannat e a Merlot) e deve constituir pelo menos 70% dos vinhos dessa denominação. 

 

Terroirs modernos: Argentina e outros países


Na Argentina, onde é cultivada por todo o país, o estilo típico da Malbec conta com monovarietais ou cortes encorpados e estruturados, envelhecimento em carvalho e teores alcoólicos mais altos (entre 14 e 15%). Já os estilos mais modernos de vinificação almejam vinhos um pouco mais leves e frutados, com teores alcoólicos moderados e uso mais comedido de barricas de carvalho. 

Mas, no geral, os vinhos têm coloração profunda, taninos macios e maduros, aromas intensos de frutas negras e por vezes um toque de caça e violetas. Seus variados estilos expressam os diferentes terroirs argentinos nas mãos de renomados produtores como Catena Zapata, principalmente na região de Mendoza.

A Malbec também é produzida, entre outros países, no Chile, África do Sul, Austrália e Itália. Na Califórnia, nos Estados Unidos, é usada para adicionar cor e acidez e para suavizar os taninos das outras variedades presentes em cortes ao estilo Bordeaux, como a Cabernet Sauvignon, e geralmente desempenha um papel importante nos vinhos Opus One.

Perguntas Frequentes

1. Qual é a temperatura ideal de serviço para apreciar Malbec?

A temperatura de serviço dos vinhos Malbec varia de acordo com o estilo do vinho. Rosés podem ser servidos entre 7 e 13ºC, dependendo do corpo. Tintos mais leves são melhor aproveitados mais frescos, entre 14 e 16ºC. Já os tintos mais encorpados ficam mais agradáveis se servidos entre 16 e 20ºC.

2. Quais regiões produzem os melhores vinhos de Malbec?

Os melhores vinhos da uva Malbec, em geral, são provenientes da Argentina e da França - cada país com seus estilos particulares.


Na Argentina, a Malbec brilha em Mendoza. As altas altitudes da região, ao pé da Cordilheira dos Andes, criam condições climáticas ideais para a variedade. Já na França, a Malbec é a protagonista em Cahors, no sudoeste do país - onde usualmente entrega vinhos intensos e de coloração bastante profunda, conhecidos como "vinhos negros".

3. Quais pratos combinam melhor com Malbec?

Os tintos de Malbec geram excelentes combinações com comidas de sabores mais intensos. Se harmonizados com churrasco, a acidez e os taninos sedosos dos vinhos equilibram a gordura das carnes. Um bom hambúrguer, um risoto de cogumelos e pratos com molho de tomate também são ótimas escolhas.


Já os rosés de Malbec vão muito bem com peixes, frutos do mar e queijos. O Catena Malbec Rosé, por exemplo, é uma boa opção de Malbec leve e refrescante - lembrando os conhecidos rosés de Provence.

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