Falanghina

A Falanghina é uma antiga uva branca da região da Campania. Esta variedade, provavelmente, deriva de cepas da Grécia antiga, que se espalharam pelo sul da Itália levadas pelos gregos há mais de dois milênios. Acredita-se também que ela foi matéria-prima para a elaboração do vinho Falerno, o mais famoso e caro vinho da Roma antiga.

Porém, foi nos anos 70 que essa variedade renasceu, de certa forma, depois de ter ficado esquecida durante muitos anos. Foi quando a família Martusciello encontrou velhas vinhas que resistiram à praga filoxera e então iniciaram um trabalho de restauração. Nos anos 80, a Falanghina começou a despertar o interesse dos vinicultores e em 1990, a província de Benevento colocou a antiga cepa de volta em sua história.

A maior parte do cultivo da uva Falanghina ocorre em regiões do sul da Itália, em especial, na Campania, onde os solos vulcânicos ao redor do Monte Vesúvio e o clima quente do Mediterrâneo proporcionam que as uvas atinjam o ápice qualitativo. As áreas de maior cultivo dessa uva são Sannio Beneventano, Campi Flegrei e a região de Casertano.

As bagas da Falanghina apresentam coloração amarela esverdeada e são revestidas por uma fina camada de cera protetora. Os vinhos produzidos a partir dessa variedade possuem um ligeiro aroma de pinho e notas críticas e florais, em particular, de laranja.

Apesar do amplo prestígio que a Falanghina recebe perante o mundo do vinho, a variedade não é amplamente cultivada fora da Campania. Somente encontram-se poucos vinhedos na Puglia e em Abruzzo, no entanto, em pequenas quantidades.

A uva Falanghina é, muitas vezes, misturada com outras variedades italianas e indígenas, ou produzindo vinhos doces. Contudo, estão sendo elaborados bons varietais Falanghina, tornando-se cada vez mais populares perante os críticos, amantes e especialistas do mundo do vinho.

Encontram-se mais duas variantes da uva Falanghina – Falanghina Flegrea e Falanghina Beneventana.

O vinho Falanghina Sannio DOC 2014 da Mastroberardino, o maior nome do sul da Itália, é um exemplo vivo de como a região e essa uva milenar podem nos presentear com ótimos vinhos. Ele é um vinho fresco e leve, com bouquet de frutas tropicais que, na boca, mostra boa acidez, sendo muito refrescante e convidando sempre a outro copo.