Scheurebe

A uva Scheurebe é considerada como um dos cruzamentos mais bem-sucedidos que ocorreu entre as uvas alemães que surgiram no século XX. A Scheurebe é utilizada com maior frequência na elaboração de vinhos brancos varietais, desde exemplares secos até os tradicionais vinhos doces Trockenbeerenauslese.

Encontra-se vinhedos da Scheurebe cultivados em regiões vinícolas da Alemanha e da Áustria, bem como menores quantidades plantadas em áreas dos Estados Unidos, Suíça e Eslovênia. Na Alemanha, a variedade é cultivada em todas as regiões vinícolas do país, mas é fortemente encontrada em Pfalz, Nahe, Rheinhessen e Franken.

Esta variedade tipicamente alemã foi criada entre os anos de 1915 e 1916, pelo Dr. Georg Scheu. Em 1945 a uva, nomeada primeiramente como Sämling 88, foi oficialmente lançada no mercado e começou a ganhar amplo prestígio e notoriedade na década de 1950, passando a ser chamada de Scheurebe.

O principal objetivo de Georg Scheu, com a elaboração de uma nova casta, era criar uma uva que apresentasse as características da Silvaner e Riesling, ou seja, uma cepa que exibisse melhor as características da uva Silvaner e apresentasse o mesmo sucesso de cultivo na região de Rheinhessen, como a uva Riesling.

As vinhas de Scheurebe apresentam alto rendimento e suas uvas possuem menor nível de acidez do que os encontrados na Riesling. Os melhores vinhos Scheurebe são provenientes de vinhas que tenham atingido a perfeita maturação, obtida somente por bons produtores.

Trata-se de uma variedade extremamente aromática e com bom potencial de envelhecimento. Os tradicionais vinhos elaborados a partir dessa uva exibem aromas de groselha e sabores herbáceos, bem como toques cítricos.

Apesar de suas virtudes e sabores distintos, a Scheurebe passa por um período de declínio constante, principalmente, na região alemã de Rheinhessen, onde são destinados cada vez menos hectares para o seu cultivo. Um dos principais motivos para a queda da uva Scheurebe no país é a associação entre a uva e a elaboração de vinhos doces, um dos estilos que não agradam aos alemães.