Petit Verdot

A uva Petit Verdot é mais uma das castas que compõem o corte bordalês. Sua origem, embora incerta, é atribuída à região de Bordeaux na França, mas há indícios de que foi trazida pelos romanos do Mediterrâneo.

Normalmente, é utilizada em pequenas doses nos cortes com a uva Cabernet Sauvignon para dar cor e corpo aos vinhos tintos (na região de Médoc se utiliza em torno de 1% a 5%). Dentre todas as uvas cultivadas na região de Bordeaux, a casta bordalesa Petit Verdot é uma das que mais demora para chegar a fase de maturação, contribuindo com a elaboração de vinhos tintos densos e bastante escuros.

O nome Petit Verdot foi atribuído a casta por conta do pequeno tamanho de seu cacho e por existir em seus bagos frutos de cor escura e outros com tom esverdeado, graças a uma característica bastante predominante da cepa, o amadurecimento tardio. Sendo uma das castas com maior presença de flavonoides, a uva bordalesa Petit Verdot é uma das que mais trazem benefícios a saúde, contribuindo para o retardamento do envelhecimento e reduzindo os danos causados pelos radicais livres.

Os tintos elaborados com a cepa francesa Petit Verdot vêm ganhando o mundo, sendo bastante apreciados na Austrália, Argentina, Espanha, Portugal, Itália e na região da Califórnia. A casta Petit Verdot também pode aparecer em vinhos varietais, principalmente australianos e espanhóis da região de Jumilla, originando tintos intensos e vigorosos. Quando jovens, os vinhos tintos revelam aromas de bananas e madeira, e quando amadurecem, apresentam toques animais.

Os vinhos da cepa francesa Petit Verdot harmonizam de excelente forma com alimentos que possuam bastante presença de proteína. Entretanto, os excelentes rótulos elaborados com a uva podem ser apreciados e degustados sozinhos, exaltando as características marcantes e únicas que a Petit Verdot concede ao paladar.

Entre os excelentes exemplares de vinhos tintos elaborados a partir da uva Petit Verdot, o italiano “Franchetti IGT 2009” com uvas cultivadas nos vinhedos de Passopisciaro ao redor do vulcão Etna, impressionou o famoso crítico Jancis Robson e recebeu 95 pontos de Robert Parker, sendo apontado como o melhor vinho da Sicília pelo jornalista.  

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