Pigato

A Pigato é uma variedade de uva branca cultivada em diversas áreas ao redor do Mediterrâneo – no noroeste da Itália, sul da França e nas ilhas de Córsega e Sardenha. Também conhecida como Vermentino na região da Liguria, na Itália, é chamada de casta Rolle na região de Provence.

Os vinhos Pigato são conhecidos, principalmente, pela refrescante acidez e excelentes aromas, tais como pêssego, ervas secas, casca de limão e uma notável mineralidade salina, responsável por agradar diversos paladares ao redor do globo.

Na Liguria, a uva Pigato é a principal variedade utilizada na elaboração de vinhos brancos sob a denominação Colli di Luni, exemplares marcados pelo excelente frescor e mineralidade que apresentam.

Já na região que fica abaixo da costa da Toscana, nas vinhas cultivadas em Bolgheri são produzidos alguns dos vinhos mais ricos da Itália. O clima da Toscana – mais ensolarado e quente do que na Liguria – combinado com excelentes técnicas de vinificação, criam exemplares de peso e complexidade aromática, comparados até mesmo com os vinhos Viognier.

Do outro lado do mar Tirreno, na ilha da Sardegna, a Pigato tornou-se uma uva-chave na elaboração dos vinhos brancos. Nessa região, a variedade possui sua própria denominação regional – Vermentino di Sardegna – e é utilizada na elaboração de alguns dos vinhos mais conceituados da ilha, os famosos Vermentino di Gallura.

Nos Estados Unidos, alguns pequenos produtores começaram a elaborar vinhos Vermentino (Pigato), especialmente nas regiões vinícolas da Califórnia. Contudo, a variedade ainda não atingiu estrondosa fama, ao ponto de ser comparada com as uvas Chardonnay, Pinot Grigio ou Sauvignon Blanc.

A Pigato é conhecida por nome diferentes por consequência da incerteza sobre suas origens genéticas e geográficas. Enquanto algumas autoridades sugerem que a variedade chegou até a Itália a partir da Espanha, outros especialistas afirmam o contrário. Além disso, uma terceira teoria sugere que a variedade chegou ao Mediterrâneo a partir do Oriente Médio, através da Grécia. A verdade é que ainda não existe nada que comprove nenhuma destas teorias.