Sagrantino

A uva Sagrantino produz alguns dos vinhos tintos italianos mais tânicos. Com origem na região da Umbria, essa variedade é cultivada, principalmente, aos arredores na vila de Montefalco. O prestígio da uva Sagrantino deve-se a região de Sagrantino di Montefalco, onde os vinhos devem ser produzidos com, no mínimo, 95% dessa casta. Fora da Itália, é possível encontrar o cultivo da uva Sagrantino em regiões da Austrália, Califórnia e Argentina.

Nos anos 60, após quase ter sido extinta, a uva Sagrantino renasceu graças ao árduo trabalho de alguns produtores regionais da Umbria. Entre 2000 e 2008, a quantidade de vinhas da Sagrantino aumentou cerca de 5 vezes mais e junto a quantidade, a qualidade dos exemplares aumentou consideravelmente, graças as novas técnicas de cultivo e a redução na produtividade dos vinhedos.

Possuindo uma casca grossa, a uva Sagrantino dá origem a vinhos com a elevada presença de taninos e ricos em aromas. Atualmente, essa variedade é a que mais possui taninos de todas as uvas italianas, tornando-se ainda umas das mais tânicas dentre todas as uvas conhecidas ao redor do mundo.

Os primeiros vinhos elaborados com a uva Sagrantino eram vinhos de sobremesa, com o decorrer do tempo, esse estilo foi modificado. Atualmente, os vinhos mais comuns produzidos a partir da Sagrantino são exemplares robustos e secos, mas essa variedade também elabora bons vinhos doces, como o Sagrantino di Montefalco Passito.

A Sagrantino é utilizada, com maior frequência, em vinhos varietais, que inclusive são reconhecidos dentro do seleto grupo de vinhos que apresentam o rótulo de DOCG da Itália. Entretanto, essa variedade de casta também é utilizada em blends com a Sangiovese, nos vinhos Montefalco Rosso.

Seu nome possui origens religiosas, ou seja, a uva Sagrantino foi cultivada durante muito tempo por monges e era utilizada na produção dos vinhos consumidos nos Sacramentos – “sacro” em latim significa “aquilo que é sagrado”.