A uva
Garganega é nativa das províncias de Vicenza e Verona, no nordeste da Itália.
Utilizada para a produção de vinhos delicados e frescos de Denominação de
Origem Soave, presentes na região
de Vêneto, esta variedade está entre as
uvas brancas mais cultivadas na Itália. A Garganega é recorrente tanto em
vinhos varietais como vinhos de corte, onde aparece com maior frequência junto
às uvas Trebbiano e Chardonnay.
Os
vinhos produzidos com a uva Garganega em versões mais complexas denotam aromas
de ervas e minerais, já os exemplares originados em versão tradicional,
apresentam grande riqueza de compostos aromáticos, entre eles, perfumes
florais, amêndoas e frutas, como damasco e maçã.
O
vinho branco seco “Bianco Secco 2013”, do produtor Giuseppe Quintarelli, emprega as uvas Trebbiano Toscano, Garganega, Sauvignon Blanc,
Chardonnay e Saorin, resultando em um rótulo de muita expressão, repleto de
fruta e com textura aveludada, que
apresenta um toque floral e denota leve reminiscência mineral na boca. Para uma
melhor experiência, ao harmonizar os vinhos delicados e de acidez equilibrada e
aveludada elaborados a partir da Garganega, recomendam-se pratos que contenham
frutos do mar e peixes grelhados.
A
uva Garganega é considerada uma fruta de rendimentos vigorosos e produtivos,
que apresenta bagos médios e em formato esférico com polpa extremamente
suculenta, de coloração dourada e pele espessa. Os cachos desta variedade de
uva são longos e têm formato cilíndrico, sendo raro encontrar cachos compactos
da Garganega nos vinhedos.
A
elevada frouxidão dos cachos da uva Garganega auxiliam no amadurecimento e
secura da fruta, bem como em sua colheita tardia, uma vez que o espaço entre os
bagos propicia maior ventilação entre um
cacho e outro, reduzindo o risco de doenças fúngicas se desenvolverem na planta
e permitindo assim seu cultivo prolongado.