Domaine Comte Georges de Vogüé

Ao contrário de muitas propriedades na região de Borgonha, a Vogüé apresenta em sua estrutura as antigas origens, tanto na arquitetura quanto na viticultura, que remontam à época de sua fundação, em 1450. A fazenda conta atualmente com 7,25 hectares dedicados ao seu lendário Le Musigny, um clássico desse produtor, além de 2,75 hectares para o cultivo do Bonne-Mares e 1,8 para o Premier Cru Chambolle-Musigny.

Após diversas gerações de administradores, em 1925 foi herdado por Comte Georges de Vogué, que dirigiu a fazenda por 52 anos. Atualmente, considerado como a maior propriedade em Chambolle Musigny, a adega está sob a administração de suas netas Marie Claire e Causans Ladoucette. O responsável técnico é François Millet – para quem o cultivo de vinhas é uma arte semelhante a um autor escrevendo um poema ou maestro levantando sua batuta.

A filosofia na Vogüé tem como principal objetivo misturar a tradição com a modernidade. Nada é feito sistematicamente ou em largas escalas, tanto nos processos realizados nas vinhas quanto nas adegas. Há uma adaptação constante às condições e particularidades da vinha, o que limita a Vogüé a ver-se como intermediários no processo entre o cultivo e a vinificação - a natureza é a chefe e os produtores são os guardiões do vinho.

De Vogüé representa para Chambolle Musigny o que o Domaine Romanée Conti representa para Vosne Romanée. Todos são vinhos de "domaine" soberbos, de longa guarda. Já o Musigny foi o melhor Borgonha da lista dos 100 melhores de 1995 da Wine Spectator. Hugh Johnson o considera em muitas safras o melhor borgonha tinto. O Musigny Vieilles Vignes, por exemplo, é uma das mais incríveis expressões da variedade Pinot Noir, com sua delicada profundidade e capacidade de envelhecimento,

Todas as classificações recentes concedem cotação máxima a Vogüé, que obteve enorme sucesso na grande safra de 1996 e continua produzindo esplêndidos exemplares.

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