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Tokaji Oremus (Vega Sicilia)

A história deste vinhedo localizado em Sátoraljaújhely remonta ao século 13, quando a Ordem Católica Romana dos Paulinos se estabeleceu nesta cidade da Hungria. O próprio nome "Oremus" sugere que os Paulinos desenvolveram a vinha nesse período. Durante o início de 1500, a terra foi confiscada e tornou-se propriedade da nobreza do país.

Segundo a lenda, o primeiro vinho feito com uvas Aszú botritizadas foi produzido a partir desta vinha, em torno de 1620. Na época, Zsuzsanna Lorantffy, a esposa do príncipe George Rákóczi I, possuía um grande vinhedo na Oremus sob a direção do pregador calvinista László Szepsi Maté, que é hoje considerado o inventor dos vinhos aszú. Relatos demonstram que, por causa da guerra com os turcos otomanos, as uvas tiveram de permanecer na videira mais tempo do que o habitual e, portanto, foram atingidas pela “pela podridão nobre”.

Szepsi então não se desfez da grande safra e usou as uvas botritizadas criando, talvez sem querer, um novo tipo de vinho, que conhecemos hoje como Aszú. No entanto, Szepsi só serviu sua criação à princesa Zsuzsanna depois de 10 anos, na comemoração da Páscoa de 1631.

Os vinhedos de Tokaj-Hegyalja foram os primeiros a ser formalmente classificados - mais de um século e meio antes da classificação de Bordeaux. Já no século XVII, a família Rákóczi introduziu a 1ª, 2ª e 3ª classes (ou cru) de classificação da qualidade. Há também registros de que tal método não sobreviveu e o segundo esforço oficial sobre a classificação foi concluída em 1772.

Em 1993, a família Alvarez, da Espanha, adquiriu a propriedade na Hungria e fundou a Tokaj-Oremos Viñedos y Bodegas, construindo, três anos depois, uma moderna adega para a vinificação que aproveitou os porões e labirintos do século XIII que lá se encontravam, unindo tradição e modernidade.

Um dos exemplares que refletem este trabalho, o Tokaji Aszú 6 Puttonyos de Oremus é incrivelmente doce e denso, um verdadeiro néctar, de grande complexidade e presença de boca. É um vinho simplesmente sublime, de muita elegância e refinamento, sem nem uma sombra do caráter oxidativo de alguns Tokaji mais rústicos. Sem dúvida entre os maiores vinhos de sobremesa do mundo. 

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