A uva tinta Negroamaro tem acidez moderada e coloração densa. Seu nome é a
união de “black”, que em inglês significa “preto” e de “amaro”, que em italiano
quer dizer “amargo”. Essa variedade de uva garante taninos médios e macios aos
vinhos que origina, assim como aromas que remetem à canela, cravo e pimenta da
Jamaica.
Antigamente, a Negroamaro era utilizada para dar cor aos vinhos produzidos no
norte da Itália, hoje, essa uva origina vinhos tintos profundos, intensos e de
coloração arroxeada. Nativa da Península Salentida, a tinta Negroamaro é
amplamente cultivada na região
da Puglia, importante área vinícola
italiana. A fim de garantir maior complexidade de aroma e paladar aos vinhos, a
uva Negroamaro é frequentemente utilizada em blend com as uvas Malvasia, Nera, Montepulciano e Sangiovese.
O vinho tinto “Salento Rosso Patriglione 2003”, do produtor Cosimo Taurino, considerado “embaixador” da Puglia, é integralmente
composto pela casta Negroamaro cultivada na região da Puglia. O vinho, que se
mostra ideal para harmonizar com pratos que contenham carnes de sabor forte,
recebeu 91 pontos do renomado crítico e enólogo americano Robert Parker, que
descreveu o exemplar como um vinho “rico, encorpado e com toneladas de
personalidade”.
O clima quente, com médias
anuais elevadas, favorece o cultivo da uva Negroamaro, garantindo à fruta
excelente grau de maturação. Adaptando-se facilmente à escassez de chuvas – comum
em locais de clima mediterrâneo – a Negroamaro pode ser encontrada também em vinhedos dos Estados
Unidos e Austrália, em regiões que apresentam condições climáticas similares às
da região da Puglia.
A uva Negroamaro pode ser encontrada com diferentes grafias, entre as
quais estão Negro Amaro ou Neroamaro. Para expandir ainda mais as
possibilidades de boas harmonizações dos vinhos elaborados com a Negroamaro, recomenda-se sua degustação acompanhada de javali
refogado, carne de cordeiro ou um bom espaguete com almôndegas.