A mais festejada região espanhola
da última década, o Priorat tem produzido vinhos tintos verdadeiramente
espetaculares, extremamente potentes, concentrados e longevos, mas que exigem
paciência. São vinhos de baixíssima produção, alguns difíceis de encontrar
mesmo na Espanha.
Em geral, isso ocorre porque as uvas
do Priorat apresentam um cultivo bastante reduzido, sobretudo pelas condições
climáticas da região, que reúnem características bem marcadas - verões longos,
secos e quentes e invernos frios, apresentando geadas intensas e até mesmo queda
de granizo.
Além disso, os vinhedos da região
do Priorat são influenciados pelos baixos índices pluviométricos e pela
proximidade com a cadeia de montanhas, o que faz com que sejam plantados a uma
altitude de 500 a 700 metros e em posição inclinada para garantir uma boa
exposição das uvas ao Sol, bem como às temperaturas frias durante a noite.
Os tipos de uva encontrados com
maior frequência nessa que é uma das regiões vinícolas mais quentes e secas da
Espanha são a Garnacha
Tinta e a Cariñena, responsáveis pela elaboração do clássico vinho tinto Priorat, marcado por aromas que remetem ao
alcaçuz e à cereja com conhaque.
O solo da área, por sua vez, apresenta
ardósia vermelha permeada por partículas de quartzo, formando uma composição
singular conhecida como llicorella, que auxilia no amadurecimento das uvas por
meio da retenção de calor. Outra particularidade dessa composição de solo é sua
capacidade de armazenar quantidade suficiente de água para que as vinhas
cresçam saudáveis e não sejam prejudicadas pelo tempo seco.
Os vinhos espanhóis desta região
têm coloração intensa, ótima textura e taninos finos. A maioria dos exemplares é
envelhecida em carvalho por pelo menos doze meses e seguem com a graduação de 3
níveis que destaca características distintas de cada rótulo. Sem dúvidas, o
Priorat é uma região de vinhos com grande apelo e representatividade entre os
maiores nomes da Espanha.