Talvez
a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo,
Bordeaux é a terra dos grandes Châteaux, que em geral fazem jus à fama de
produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e classudos. Os melhores
são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação entre
qualidade e preço e são um pouco menos encorpados.
Oitenta anos antes das
denominações de origem serem estabelecidas nas regiões vinícolas francesas, os
produtores e negociantes já haviam estabelecido algumas hierarquias para
determinar a qualidade dos vinhos produzidos.
A metade do século XIX foi
marcada pelo aumento notório de produtores na região e, pela falta de
parâmetros estabelecidos, muitos aproveitaram o prestígio da região de Bordeaux para
vender vinhos de baixa qualidade, preocupando os donos de châteaux
tradicionais.
Saint Emilion criou sua
própria classificação no início do ano de 1955, pela iniciativa de um sindicato
local. Mais simples do que as estabelecidas nas demais regiões, tal
classificação dividia os vinhos em “Premiers Grand Crus” e “Crand Crus” em uma
margem.
Estabelecida pelo INAO, a
classificação em Saint Emilion deve passar por uma “revisão” de dez em dez
anos. A primeira foi estabelecida em 1954, sofrendo alterações no ano de 1958.
A classificação que ocorreu em 2006, a quinta, ainda está em curso, isto é,
existem dois tipos de AOC na região: Saint-Emilion e Saint-Emilion Grand Cru,
onde apenas estes últimos têm direito a ser rotulados como “Grand Cru Classé” e
“Premier Grand Cru Classé”.
Em Pomerol, próximo a Saint
Emilion, a comuna também possui sua própria classificação – Premier Cru ou
Grand Cru Classé. O vinho mais famoso da região é o caríssimo Château Petrus,
bem como o prestigiado e tradicional Le Pin, um “vin de garage” de minúscula produção e altíssimo preço.