Equis

Maxime Graillot, filho do produtor Alain Graillot, criou o Domaine des Lises em 2004. Como seu pai, ele se especializou em descobrir os limites potenciais da uva Syrah e de extrair dela o melhor. Na propriedade estão plantadas videiras de 18 a 25 anos de idade na comuna de Beaumont-Monteux Crozes-Hermitage, apenas alguns quilômetros ao sul de Tain l'Hermitage, na França.

Ao lado dos vinhedos, Maxime e seu sócio, Thomas Schmittel, fundaram uma adega-boutique chamada Domaine Equis, que busca expressar como o agricultor é parte importante do terroir tanto quanto o solo e as videiras. Eles atingiram esta meta trabalhando em estreita colaboração com os produtores de qualidade, para permanecer em sincronia com todos os aspectos do processo de vinificação, envelhecimento, engarrafamento e comercialização - semelhante aos antigos comerciantes de vinhos franceses, chamados de “négociant”.

A vinha de 5 hectares de Domaine des Lises/Equis se encontra muito próxima de Les Chene Verts, de Alain Graillot (pai de Maxime), produtor de alguns dos melhores Crozes-Hermitages da atualidade. Por essa proximidade, Domaine des Lises tem um tipo de solo similar, constituído de cascalho e pedras aluviais de drenagem rápida e baixo teor de argila. No entanto, possui clima mais frio e período de maturação mais longo em relação às vinhas vizinhas.

Originalmente plantadas na década de 1980, Maxine comprou as vinhas em 2004 e converteu todo o cultivo em orgânico, escolhendo técnicas tradicionais para manter os baixos rendimentos, evitando o uso de herbicidas e gerindo cuidadosamente um sistema radicular mais profundo.

Uvas colhidas à mão são 70% a 100% desengaçadas (separadas dos cachos), afim de concentrar sua pureza e frescor e, depois de vários dias de maceração, o vinho é submetido a um período de fermentação de 20 a 30 dias, incluindo a maloláctica - em uma combinação de barris de carvalho (5% a 10% novo) que variam em formatos e tanque de concreto.

Com a exceção de duas bombas elétricas usadas para homogeneizar ou arejar, a extração é feita inteiramente à mão, uma ou duas vezes por dia. A ideia é manter processos tradicionais a fim de expressar a especificidade do terroir, em vez de se adaptar a um estilo de vinificação mais moderno e específico.

O resultado são vinhos como o Cornas Equis 2006, elaborado com uvas colhidas nos terroirs de Chaillot, Sabarotte e La Côte - as melhores parcelas de Cornas – um vinho tinto robusto, de grande concentração. Maturado 20 meses em barricas de carvalho, que mereceu 93 pontos de Robert Parker na safra de 2012.

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