Vinhos da África do Sul: história e personalidade
Tanto pelo estilo da viticultura quanto pela antiguidade dos vinhedos, é difícil decidir se seria mais apropriado classificar a África do Sul como “Novo Mundo” ou “Velho Mundo” em matéria de vinhos. O país combina, em seus tintos e brancos, o sabor e a intensidade do Novo Mundo com a classe e a elegância dos rótulos da Europa.
Os primeiros vinhedos sul-africanos foram plantados no começo do século XVII no Cabo da Boa Esperança, a fim de abastecer a Companhia Holandesa das Índias Orientais. A viticultura recebeu um grande impulso com a chegada de imigrantes huguenotes franceses, entre os quais vários decidiram dedicar-se à produção de vinhos - introduzindo técnicas e variedades francesas à África do Sul.
Conheça mais sobre os vinhos sul-africanos abaixo: equilibrados, saborosos e de excelente relação qualidade/preço!
Regiões vitivinícolas de destaque: Stellenbosch, Swartland e Robertson
As regiões vinícolas da África do Sul concentram-se em Western Cape, onde o clima mediterrâneo é moderado pela fria corrente marítima de Benguela e pelo vento "Cape Doctor".
Destacam-se as regiões de Stellenbosch, prestigiada por seus excelentes vinhos de Cabernet Sauvignon, Merlot e Pinotage; Swartland, por suas vinhas velhas de Chenin Blanc e ótimos Shiraz; e Robertson Valley, com solos calcários ideais para a uva Chardonnay.
Pinotage: a variedade característica da África do Sul
A África do Sul cultiva diversas variedades de uvas, mas a Pinotage é sem dúvidas a mais emblemática. A casta foi criada no próprio país em 1925, quando o professor Abraham Izak Perold, da Universidade de Stellenbosch, realizou o cruzamento entre a uva Pinot Noir e a Cinsaut (na época conhecida no país como Hermitage).
A variedade é utilizada na elaboração de diversos estilos de vinho, dos mais leves e frutados rosés aos mais encorpados e especiados tintos. Quando maturados em carvalho, os vinhos podem adquirir característicos sabores de chocolate ou café.
Outras castas tradicionais na África do Sul: as uvas francesas adaptadas
A maioria das regiões vitivinícolas do país cultiva seis principais variedades: as uvas brancas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Chardonnay, e as tintas Cabernet Sauvignon, Shiraz e Pinotage. Costumam ser elaborados tanto vinhos monovarietais quanto cortes com essas uvas, podendo haver variações entre as porcentagens de cada casta utilizada.
As variedades francesas adaptaram-se especialmente bem ao país, produzindo grandes vinhos - tanto brancos quanto tintos - e ajudando a produção vinícola da África do Sul a conquistar reconhecimento internacional.
Vinhos de corte sul-africanos: os Cape Blends
Além de fantásticos vinhos varietais, a África do Sul produz alguns maravilhosos vinhos de corte. Os mais conhecidos e representativos são os "Cape Blends", que utilizam como base as uvas mais tradicionalmente cultivadas no país.
Os White Cape Blends são cortes de uvas brancas, usualmente com predominância de Chenin Blanc, mas também incluindo variedades como Chardonnay, Sémillon ou Sauvignon Blanc.
Para os Red Cape Blends, os produtores geralmente utilizam uma maior proporção da uva Pinotage em conjunto com outras castas tintas francesas, como Shiraz ou Cabernet Sauvignon - gerando tintos encorpados e potentes.