Vinhos tintos: estilos e as principais uvas tintas
Diferentemente da maioria dos vinhos brancos, os tintos são elaborados com uvas tintas, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Malbec e Syrah (ou Shiraz). Por sua enorme popularidade, essas castas são normalmente referidas como internacionais, cultivadas em quase todas as regiões vinícolas do mundo.
A presença de pigmentos na casca da uva determina, na maioria das vezes, a cor da bebida. Quanto maior o tempo de contato com as cascas durante a fermentação, mais escuro será o líquido. Pela coloração, pode-se dizer se o vinho tinto é concentrado (tonalidade mais escura) ou envelhecido (tom de tijolo na borda em contato com a taça). Descubra as características dos rótulos mais desejados.
Vinhos com uvas tintas internacionais
Algumas variedades são típicas de determinadas regiões, onde são historicamente cultivadas para a produção de rótulos específicos de sua denominação de origem. Itália e Portugal destacam-se pela rica diversidade de uvas locais, ou autóctones, utilizadas na elaboração de vinhos tintos de reputação mundial.
A Sangiovese, por exemplo, é uma das principais uvas presentes nos vinhos de Toscana e a principal dos famosos rótulos de Chianti e Brunello di Montalcino. A região do Douro, em Portugal, reúne uma coleção de excelentes castas autóctones, como Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, responsáveis pelo Vinho do Porto e alguns dos melhores tintos portugueses da atualidade.
A ampla variedade de estilos é outra das principais qualidades dos exemplares. Dois vinhos produzidos com a mesma uva ou numa mesma região vinícola podem ser bem diferentes dependendo da abordagem do enólogo. Um tinto moderno é descrito geralmente como macio e redondo, repleto de fruta, produzido para ser apreciado ainda bem jovem. Eles normalmente maturam em barricas de carvalho e podem evoluir na garrafa.
Já um vinho tinto tradicional prima pela elegância e demanda alguns anos em garrafa para mostrar suas melhores qualidades. O potencial de envelhecimento é ainda maior em comparação ao da versão moderna. É o estilo que define grandes clássicos, como os famosos Barolo e Brunello di Montalcino; os fantásticos Grands Crus franceses da Borgonha; o lendário Vega Sicilia e os icônicos Rioja Gran Reserva espanhóis.
Vinho tinto varietal: tipicidade em taça
Países como Chile, Argentina, Austrália e Estados Unidos são referência de vinhos varietais excelentes. Aliás, o conceito surgiu no Novo Mundo, para indicar que a bebida elaborada somente com um tipo de uva. Algumas opções podem conter mais de uma uva, sendo que a principal aparece majoritariamente no blend e é indicada no rótulo.
Quando elaborados por produtores de qualidade, esses exemplares oferecem verdadeiras expressões do terroir onde a uva é cultivada. Um dos exemplos mais representativos da incrível tipicidade aportada por um bom tinto varietal é o Malbec.
Originária do Cahors, no sudoeste da França, a casta Malbec adaptou-se maravilhosamente bem ao terroir de Mendoza, convertendo-se na uva ícone da Argentina. Pelas mãos de produtores como Catena Zapata, a mais premiada vinícola argentina, eles oferecem uma versão muito rica e macia da uva, bem diferente dos exemplares mais rústicos produzidos com ela em sua terra natal.
O Chile também produz fantásticos rótulos de Cabernet Sauvignon com uma destacada tipicidade. Os vinhos chilenos elaborados com essa uva tinta são encorpados e concentrados, com saborosas notas de fruta e taninos potentes, amaciados pelo estágio em barricas de carvalho.
Vinhos tintos com altas notas da crítica especializada
A consistência na qualidade é um dos critérios mais importantes na avaliação de um vinho. Na escala de 100 pontos, adotada pela maioria dos críticos especializados, uma pontuação igual ou superior a 90 pontos indica uma qualidade excepcional, além de caráter e estilo superiores.
A Mistral tem orgulho de reunir em seu portfólio uma impressionante seleção de vinhos com altas pontuações dos mais respeitados especialistas. São tintos, brancos, rosés, Champagnes e espumantes avaliados por grandes nomes, como Robert Parker, James Suckling, Decanter e Wine Spectator, com 90 pontos ou mais — incluindo rótulos que conquistaram os máximos 100 pontos!
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