Ribolla Gialla

A uva Ribolla Gialla é cultivada, principalmente, na tradicional região de Friuli, dando origem a excelentes vinhos brancos secos e espumantes. Encontram-se também vinhedos da Ribolla Gialla cultivados na Eslovênia, onde é conhecida como Rebula e em áreas da ilha grega Cefalônia, onde é chamada de uva Robola.

Os vinhos elaborados a partir da Ribolla Gialla são caracterizados pela notável acidez, estrutura leve e presença de notas cítricas e frutais, além de possuir aromas florais e excelente mineralidade, apreciada por diversos especialistas, críticos e amantes do vinho em todo o mundo.

Em Friuli, a Ribolla Gialla dá origem a excelentes exemplares sob as denominações Rosazzo e Colli Orientali, com vinhos brancos secos e, ocasionalmente, bons espumantes. Aparecendo com maior frequência em vinhos varietais, essa casta participa também da composição de vinhos de corte, ao lado das prestigiadas uvas Friulano, Malvasia e Pinot Grigio.

Já na Eslovênia, país que faz fronteira com o nordeste da Itália, a uva Ribolla Gialla dá origem aos tradicionais vinhos Brisko, de Goriska Brda. Nas regiões da Grécia as videiras são cultivadas em solos compostos por calcário, responsáveis por adicionar maior mineralidade e caráter singular aos vinhos, além de possuir sua própria denominação de origem – Robola Kephalonia.

Esta variedade é chamada comumente apenas de Ribolla, embora o nome “Gialla” (amarela, em italiano) ajude a distingui-la da parente Ribolla Verde, casta menos tradicional e mais barata. Embora a uva Ribolla Nera possua familiaridade etimológica com a Ribolla Gialla, tais variedades não possuem relação de parentesco.

Acredita-se que a Ribolla Gialla seja nativa da Grécia e que tenha chegado em Friuli durante o século XIII, após passar pela Eslovênia. Depois do ataque da praga filoxera, que assolou os vinhedos da Europa, a uva Ribolla Gialla passou por um período de declínio, perdendo áreas de cultivo para a tradicional casta Sauvignon Blanc. No entanto, o cenário vem passando por mudanças e a popularidade dela segue aumentando graças ao crescente interesse dos produtores e enólogos por uvas autóctones.