Emilia Romagna

O centro da Itália nos reserva algumas fantásticas surpresas. Como são regiões relativamente novas, a variedade é bastante grande e a qualidade depende do pioneirismo de alguns ótimos produtores. A região Emilia-Romagna sempre foi mais conhecida pelos populares vinhos Lambrusco, mas, atualmente alguns talentosos produtores têm feito surgir aqui também alguns dos melhores vinhos tintos e brancos da Itália.

Zerbina é o líder da região. Na Umbria e no Lazio também têm surgido vinhos fantásticos, de grande classe e estrutura, como o Montiano, o Rubino e o Lucciaio. O Marche é conhecido pelo saboroso Rosso Piceno e Abruzzo pelo frutado Montepulciano d’Abuzzo. No Lazio também encontramos o famoso Frascati. Trata-se de uma denominação que teve sua reputação prejudicada por vinhos abertamente comerciais, de qualidade duvidosa, mas que também podem ser muito bons, nas mãos de um artista como Piero Costantini.

Emilia-Romagna conta com a presença de ventos frios e delicados em suas colinas. A região italiana dá origem a um vinho tinto com a uva Sangiovese muito apreciado pelos italianos, embora seja pouco conhecido pelos estrangeiros.

A região sofreu um sério problema de identidade com relação aos seus vinhos na época do fascismo italiano, graças ao líder do regime no país, Benito Mussolini, que alterou o mapa da Itália, separando a região de Romagna da Toscana em meados de 1920.

Emilia-Romagna é, na verdade, a combinação entre duas regiões muito distintas quando o assunto se refere à produção de vinhos. Emilia, localizada mais ao norte em direção aos Apeninos e à Lombardia, é conhecida principalmente pelas denominações de origem para produtos alimentícios. Romagna, situada mais ao sul, na fronteira do mar Adriático, e cujas terras já pertenceram em parte à Toscana, produz vinhos elegantes e elaborados.

Atualmente, com a consolidação de uma única região produtora, Emilia-Romagna uniu os dois tipos de produção, tornando-se referência em vinhos e também na elaboração de produtos alimentícios relacionados.

Em 1962, foi criado o Consórcio de Vinhos da Romagna. Sobre suas regras encontram-se 7 empresas, 87 produtores e 9 cooperativas. Através desse trabalho eles conseguiram, em 1967, que os vinhos elaborados na região italiana recebessem uma Denominação de Origem Controlada (DOC). Estão inseridos na DOC os vinhos produzidos a partir da uva Sangiovese cultivadas nas colinas de Imola até as plantadas na cidade de Rimini.